Do arrependimento e da vida adulta

Se tem uma coisa da infância da qual me arrependo muito, sem dúvidas, é a vontade de crescer. Gente, que criança era eu que só pensava em ficar mocinha, em trabalhar, em ter a minha casa, em casar e blablablá…?

Ok, galera! É claro que amo meu trabalho, receber por ele, ter a casa do meu jeito (às vezes, sem jeito) e ficar com o marido… mas que vida boa era aquela de acordar em cima da hora, ir para a escola, fazer uns trabalhinhos, ouvir bronca de professor (gente chata! rsrsrs) e voltar pra casa. Tudo estava limpo e arrumado (que eu sujava e desorganizava), a comida estava pronta (embora, às vezes, eu reclamasse do prato do dia), fazia o dever de casa vendo “Chaves”, “Blossom” ou qualquer filme da sessão da tarde… Reclamar disso por que, Senhor?!

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Agora, nem sei em que pé está a novela, não consigo acompanhar as séries pela tv, filmes eu vejo picados (parte num dia, durmo, parte no outro – se der).

Fora a rotina mega acelerada em que a gente se enfia, né… trabalhoSSSS, casa (cuidar de infinitas coisas o tempo inteiro). Mais uma vez digo: o que será de mim ao ser mãe? Ou: o que será do meu pobre filho?! Tadinho… estou aqui torcendo para me acertar no tempo e no espaço até ele chegar.

Hoje, por exemplo, acordei cedo, mega disposta (fake) para não me atrasar no primeiro dia do novo horário no trabalho. Madruguei bonito… quis sair de casa com uma boa margem de tempo para, pelo menos no primeiro dia, estar certinha.

Cheguei ao trabalho bem antes da hora, a ponto de ficar um tempo esperando no carro porque não teria ninguém para abrir a sala. Quando comecei a cochilar… aí pensei: melhor eu ficar esperando lá. Ok… fiquei um tempinho e logo abriram a sala. Entretanto, cochilei diversas vezes na frente do computador de tanto sono que eu estava (isso porque no dia anterior me preparei toda para dormir cedo).

Saindo de lá, fui para o outro trabalho no qual não posso nem piscar. Sala de aula é fogo… aí rapidinho eu acordei.

Daí, cheguei em casa e vi aquela restinho de louça na pia… PREGUIÇA! Ignorei!

Por tudo isso, falo para as crianças: não desejem crescer logo… não tentem parecer mais velhos do que são. Curtam mesmo a folga da casa da mamãe e do papai… o tratamento VIP (baby) que se tem. O tempo não volta.

P.S – O arrependimento é de desejar crescer logo durante a infância, não de ter me tornado quem sou.

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