Da incoerência da vida

Recentemente, minha amiga foi chamada para assumir a vaga de um concurso que fizemos e ela ficou super empolgada. Pudera! Em fase de casamento, tudo o que ela precisava era de um emprego estável e com um salário razoável. mulher-rica-18694320

Então… depois de muitas idas à Prefeitura, exames médicos e sei lá mais o que, ela foi devidamente “empossada” do cargo e foi conhecer o lugar onde trabalharia. Sabemos que não há nenhum lugar realmente seguro no universo e andamos com medo, olhando para todos os lados, sempre desconfiando do outro. Mas ela relatou que passou por lugares muuuuuito estranhos para chegar ao novo local de trabalho e recebeu N conselhos: não se vestir chique, não usar bolsas de marca, esconder a aliança etc. Coitada! Ela ficou desesperada…

Eu, sinceramente, acho que não é necessário andar “a la Esquadrão da Moda”, mas uma boa apresentação é fundamental… até para que as pessoas percebam que você gosta de estar bonito, se sentir bem, para seu trabalho. E, acredito que, na nossa profissão, tudo vira referência para nosso público (que pode ser positiva ou negativa).

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Quando era criança, me imaginava trabalhando de terninho, salto, maquiada… kkkkkkk… Hoje em dia, tudo o que penso é em jeans, camiseta e sapatilha (e cara lavada). Tem dia que rola uma inspiração, né… daí a gente quer se embonecar, mas, infelizmente, somos reféns da situação catastrófica da segurança pública, e temos de parecer “desleixados” para nos disfarçar e fingir fazer parte de um grupo que, no fundo, não é desleixado de fato, é rejeitado (e rejeitador).

O que isso quer dizer? Que não temos o direito de ir e vir, que não podemos usar o que gostamos, pois tudo aquilo que é diferente para um grupo passa a ser ESTRANHO (no pior sentido da palavra) e será sempre mal interpretado… e sabe-se lá o que pode acontecer os que não se esforçam para enquadrar no perfil “comum”. A pessoa luta para conquistar algo, consegue, não pode usufruir porque alguém AINDA não conseguiu. Podiam ver como exemplo, mas preferem ver como inimigo.

Enfim… pode parecer confuso, talvez não esteja conseguindo me expressar, mas é uma reflexão da minha mente “maratonística”.

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