Do planejamento da gravidez

Depois de quase um ano afastada, acredito ser preciso retomar essa prática em mim esquecida. Com tantos afazeres, acabo postergando a minha necessidade de externar, de alguma forma, tudo o que penso ou sinto. Como ainda não faço terapia nem tenho encontros regulares com os poucos amigos que acredito ter, a solução é escrever (como sempre foi).

Pelo título do post dá pra entender um pouco (ou não) a razão do meu afastamento. Com tanta coisa acontecendo na vida, a mistura de emoções, não consegui fazer o que queria: um diário da gravidez. Mas lembro de muitos detalhes e alguns até foram registrados em locais aleatórios, apenas para não se perderem de mim. Antes que eu os perca, melhor reunir tudo aqui, pois talvez seja a forma mais segura de armazenar minhas lembranças de uma época tão especial.cegonha-bebe_318-1444

Vou fragmentar os acontecimentos até aqui, afinal não dá pra concentrar tudo em um só post. Então vamos lá:

Entre agosto e setembro de 2016, meu marido e eu começamos a conversar sobre filhos: ter ou não. Sim, decidimos que já poderíamos avançar para este estágio (apesar de muitas coisas ainda precisarem se resolver). Como eu já estava sem tomar remédios, a gente teria que começar a estudar meu ciclo para ver os dias férteis e, assim, conceber o “rebento”. Claro que, depois de tanto tempo com medicação, acreditei que levaria um tempo até obter o resultado positivo.

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Coloquei isso na inocência, várias gentes me parabenizaram pelo filho ainda em plano…

Em nossas conversas, planejávamos que o bebê deveria nascer no final de julho ou em agosto, para que eu pudesse aproveitar o recesso escolar sem perder os dias de licença maternidade. Milhões de contas feitas, sabendo que as coisas não funcionam bem assim (vide post anterior).

Então, já em outubro de 2016, pusemos o plano em prática (sei que entendem…). Eu olhava o aplicativo que controlava a ovulação e pensava: é óbvio que vai demorar. Ah, nem estou com pressa. Ao mesmo tempo que acreditava que tinha acontecido, pensava que era coisa da minha cabeça e que não podia ficar “bitolada” com aquela ideia, pois não era a única chance que tínhamos. E assim o mês foi terminando.

Nas consultas diárias do aplicativo era possível obter várias informações. Eu o via com frequência porque ali também registrava minha perda (ou ganho =/) de peso… então era fundamental para mim, pois controlava bem a dieta e a rotina de exercícios. No mesmo app dava para ver quando iniciaria um novo ciclo (quando “ia descer”)… e assim percebi que “ainda não tinha vindo”.

Como assim? A gente tentou algumas vezes, tá que foram nos dias “certos”, mas… como assim? Para mim era pura armação da minha mente com o meu corpo, tipo “vamos deixá-la pensando que foi fácil… aí  quando ela se encher de esperança, a gente manda o sinal VERMELHO”.

Nesse período, comecei a sentir um sono absurdo, uma moleza e uma baita dor de estômago. Putz… que dor! Nada passava. Eu sentia muita fome, mas era colocar o primeiro pedaço do que fosse na boca que já sentia uma pontada sinistra. Até então, era uma gastrite, algo do tipo (que já havia sentido).

Voltando ao caso do sinal VERMELHO, deveria ter vindo na última sexta de outubro… mas, às vezes, acontecia no sábado. Fiquei aguardando, evitando a tensão (como se isso fosse possível para mim). No sábado, por mais louco que possa parecer, tive um chá de bebê para ir… fui porque se tratava de uma amiga muito querida, mas não estava me sentindo tão bem (aquela moleza, sono, dor de estômago…). Poderia ser TPM. Esperei até o último minuto de sábado e… NADA! Absolutamente nada!

Domingo de manhã: nunca “desejei” tanto acordar com aquela visitinha chata. Ao mesmo tempo que queria, pensava que o meu momento tinha chegado. Nesse dia, meu marido teve que viajar a trabalho e só voltaria na terça. Que hora mais apropriada para ir pra longe, não? Eu queria contar o que achava, mas também queria uma surpresa. Deixei ele ir sem contar absolutamente nada.

No dia seguinte, nada do alerta VERMELHO… aí o negócio ficou doido pra mim. Mas, ainda assim, fui muito paciente. Trabalhei o dia todo, saí às 16h e passei na farmácia para comprar o teste (morrendo de vergonha). De lá, ainda fui para a hidro, mas com o pensamento na hora do exame. Depois de chegar à casa, tomar banho e comer… aí sim resolvi testar. Minha primeira reação foi o coração acelerado e a cara de “NÃO CREIO” na frente do espelho. Depois pensei: fiz isso errado… aposto que deixei passar do tempo.

Então na terça-feira, dia 01 de novembro, comprei outro teste, na saída do trabalho. Cheguei à casa com toda a calma do mundo, já que o marido chegaria bem tarde, e enrolei para fazer o novo teste. Até que ele manda mensagem dizendo que já estava chegando. Nunca fiz um xixi tão corrido na vida. E dessa vez, na mesma hora a segunda linha apareceu, para espanto, alegria, desespero, emoção… nem sei descrever tudo o que senti naqueles segundos.

Teste de gravidez 1
Arquivo pessoal

E então o marido chegou… 

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