Das primeiras semanas

No dia 1º de novembro, meu marido chegou da “viagem de negócios” (acho chique falar isso – rsrsrs) e eu com o resultado do teste de gravidez camuflado na ~organização~ do meu guarda-roupa. Pensei que deveria falar, mas poderia ser um alarme falso. Eu preferia fazer um exame de sangue e preparar o momento para dar a notícia. Então, dormimos e veio o feriado.

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Aquele mal estar descrito antes só se agravava… o sono aumentava e eu tinha umas fortes dores no estômago. Perdi peso (parte vantajosa) porque não conseguia comer nem meus pratos favoritos (parte triste).

Enquanto isso, tentava loucamente marcar uma consulta com a ginecologista, pois eu não fazia ideia do que deveria fazer nesse primeiro momento. Achei que no consultório ela faria um ultrassom e diria “Sim, você está grávida” ou “Essa pança é só comida mesmo”. Contudo, marcar uma consulta com ela é missão impossível: pra ter ideia, às vezes é mais jogo sair de um preventivo e já marcar o do ano seguinte pra estar garantida. Como eu ligava no lugar em que trabalho, não queria falar “é que eu quero saber se tô grávida”… apenas pedia uma consulta e a resposta era: só em dezembro. DESESPERO!

Como não conseguia nada, também preferi não contar e sofrer as agonias de enjoos sozinha. #aloka

No dia 9 de novembro, tive um tempinho livre e fui ao laboratório mais perto de casa para fazer o exame. A moça disse que no mesmo dia eu teria o resultado. Esperei o tempo e acessei o site. Não estava lá. Não tinha nada. Pensei que o meu exame que não estava pronto. Na verdade, a anta aqui não clicou na parte correta (o site também não é lá tão bem feito). Só consegui ver o resultado no dia seguinte, do trabalho, e quase gritei quando interpretei que, pela quantidade do hormônio, era POSITIVO.

Tudo isso sem dividir nada com ninguém. Minha mãe chegou a me perguntar algumas vezes se eu não estava “embarazada“… mas eu, sem querer quebrar o futuro anúncio, dizia que não. Ela até perguntou se minha menstruação estava normal e eu “AHAM…”. Definitivamente, eu tenho problemas mentais. Acontece que eu queria ter uma “fotinho” do bebê lá dentro, ter certeza de que estava tudo bem, antes de sair alardeando por aí.

Como estava prestes a comemorar 3 anos de casada e já era uma ideia mesmo, conversei com minha amiga e personal fotógrafa para fazer um ensaio fotográfico de casal (marido e eu). Logo, nesse dia eu daria a notícia e teria a reação dele captada em fotos. Tudo de lindo. Agendamos para o feriado do dia 15… já estava pertinho. Comprei acessórios, decidi roupas e peguei alguns itens emprestados para fazer um cenário legal. Mas como para mim as coisas não funcionam bem, dois dias antes da sessão, choveu muito e a previsão era de piorar no feriado. MERDA! Só falando assim… estava triste e mega-frustrada com tudo isso. Queria que, pelo menos isso, desse certo, sabe…

Então, como não existe nada tão ruim que não possa piorar, na véspera, meu digníssimo marido chegou em casa doente, com febre e tal… Aí mesmo que meu plano desandou. Ele não comprou os itens que faltavam para as fotos e a porcaria da chuva caía do lado de fora.

No dia marcado, acordei cedo, mas o tempo estava nublado e ainda chovia (fraco, mas…). Ele estava todo encolhido na cama, havia suado horrores de madrugada devido à febre, mas não acordava com o som do despertador. Desisti de fazer qualquer coisa. Minha vontade era empurrar ele da cama e dizer o que estava acontecendo. Mas minha vontade de fazer do anúncio algo especial ainda era maior.

Pois bem… na pior das hipóteses, estava com o bolo do piquenique (tema das fotos) em casa e uma placa AMOR. Pensei que poderia preparar uma bandeja bem simples de café da manhã, já que ele estava dodói, e colocar um dos testes junto. E foi bem assim que eu fiz.

anúncio da gravidez
Até preparei o café…

Óbvio que eu queria filmar, mas não fiz por duas razões: 1) não conseguiria equilibrar a bandeja numa mão e segurar o celular na outra para filmar desde o início; 2) do nada começar a filmá-lo levantaria suspeita. Foi até bom, porque a reação dele não foi nada emotiva… apenas disse: “É sério?!” Sim, senhores… eu me descabelando toda para vê-lo chorar de emoção, me beijar, sair gritando ou desmaiar… e ele, simplesmente, me pergunta se era sério. Enfim…

Depois de contar tudo e o porquê do meu “mistério”, começamos a saga dos enjoos a dois (e, finalmente, eu pude ter algumas mordomias… afinal, não se nega nada a uma grávida).

 

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