Da primeira ultra

Como dito anteriormente, meu marido foi muito emotivo ao saber da grande novidade. Eu fiquei com uma raiva e uma tristeza que não cabiam em mim. No fundo, eu sabia que ele queria o bebê também… mas queria sentir a alegria dele.

22.11.16
A primeira roupinha que comprei para o meu bebê, mesmo sem ter a certeza de que ele já estava a caminho.

De todo modo, agora ele entendia o porquê de tanta dor de estômago e, coincidentemente, meus enjoos “pioraram”. (Esqueci de contar que tomei aversão de carne moída nesse período inicial e, atualmente, ainda é bem difícil encarar este prato – também comecei a fugir de balas Fini, logo eu que curtia tanto). Então, para aliviar esse mal estar, o papai em treinamento começou a saga da busca pelos picolés de limão pelo bairro (nem foi tão difícil… na padaria da rua debaixo tinha muito). Estocamos os benditos em casa e, quando batia o enjoo, lá estava eu me deliciando com o picolezinho.

Além disso, comecei a tossir muito durante a madrugada (achei que estivesse ficando resfriada) e acabava “vomitando” (não seria bem essa a palavra, pois eu não comia tanto e não tinha o que colocar pra fora, a não ser água). Enfim… mas isso passou a acontecer todas as madrugadas, tanto que dormia com um baldinho do lado da cama para a emergência. E assim foram rolando os dias, sem compartilhar com mais ninguém… eu PRECISAVA ir ao médico. Já tinha lido tanto sobre gravidezes ectópicas e comecei a imaginar que poderia acontecer comigo, então não quis animar ninguém. Eu, realmente, me sentia muito insegura.

Até que, um dia, na hidro (sim, eu continuei fazendo meus exercícios), apareceu uma “coleguinha” que estava sumida havia muito tempo. Daí, conversando, ela me disse que tinha parada porque descobriu que estava grávida. hahaha… e eu disse: “eu também!”. O susto dela foi imediato: “mas seu médico deixou?”. “Então, eu nem fui ao médico ainda, né…” (#caradebunda). Ela me disse pra eu ir numa emergência e pedir uma ultra para confirmar a gravidez e tal… e me indicou um lugar ótimo onde eu poderia ir. Cheguei à casa e logo fui pesquisar a clínica (em JPA). Como eu iria à Barra no dia seguinte, pensei que, depois do meu compromisso, poderia ir ao hospital e, definitivamente, acabar com esse martírio.

No dia 26 de novembro de 2016, com muitas dores e vontade zero de comer, fui a um piquenique de aniversário de criança (tudo me levando a esse mundo infantil, gente!). De lá, havia combinado com o senhor meu esposo, iríamos para o médico para obter a certeza do que já estava claro, mas eu, de óculos escuros, sem enxergar. Precisei “negar” carona para a minha tia, coitada, para resolver essa situação. E assim fui…

Cheguei ao hospital, preenchi ficha e disse que precisava de uma ultrassonografia de emergência. A mocinha da recepção disse que eles não faziam ultra aos sábados (onde já se viu isso? E se chegasse uma grávida com sérios riscos mesmo? #coisadoida). Como já estava lá, meu marido disse que eu poderia ir à consulta para, pelo menos, ver se resolvia a questão dos enjoos. Foi aí que a médica disse que, pela taxa de hormônio do exame, eu realmente estava esperando um bebê, mas que, pelo visto, só me daria conta disso quando ele estivesse chorando no berço (piada ridícula e desnecessária). Ela me perguntou sobre como estava me sentindo, daí contei da dificuldade para comer e das tosses e “vômitos” pela madrugada e manhã (o que ela explicou dizendo se tratar de um refluxo… e na posição deitada isso se agrava mais – depois passei a dormir sentada). Receitou uns remédios para aliviar tudo isso e pediu uma medicação na hora (na veia).

26.11.16
A moça até machucou meu bracinho =(

Pois bem… pessoa medicada, mas nada, de fato, resolvido. Não para mim. Por que ninguém entende que eu precisava ver e ouvir o serzinho dentro de mim e constatar que estava tudo bem mesmo? Daí, mais alguns dias na secura de contar pra minha família.

Então veio o aniversário de casamento… meu marido reservou uma mesa num restaurante chique (pelo menos pra mim é…) para nossa comemoração. Comemoramos tanto nosso casamento como nosso baby a caminho… entretanto, mal comi por conta do enjoo e aquela coisa toda (mesmo com a medicação). Mas foi ótimo:

30.11.16
=D

“Tudo lindo e maravilhoso, mas quando saberemos como está esse bebê?”

Dois dias depois (02/12), meu marido saiu cedo do trabalho para resolvermos uma questão também marcante em nossas vidas (fica pra próxima). A ideia era ele sair cedo, mas trabalhar de casa assim que resolvêssemos a tal questão. Neste dia, porém, eu estava bem mal e implorei pra ele me levar àquela clínica para tentar outra medicação e, quem sabe, uma ultra. Assim fizemos. Para nossa derrota, ficamos umas 3 horas e meia esperando atendimento, numa fila de espera absurda na qual ninguém era chamado. Isso porque as duas médicas do plantão foram para a sala de parto (devia ser o filho de alguma celebridade nascendo, né?!). Enquanto isso, as babacas lá (inclusive “mim”), esperando sem receber a menor satisfação do pessoal. Até que, muito pê-da-vida, resolvi ir embora… e meu digníssimo sugeriu irmos a outro hospital, na Barra (a clínica da qual eu tinha receio de ir… sei lá, cisma de pobre). Aceitei e fui!

Chegamos ao hospital por volta das 20 h, acho… e só fomos atendidos às 22h (mas a fila estava andando). Durante a triagem, falei que queria uma ultra para confirmar a gestação, pois minha médica havia me orientado por telefone (o que foi verdade, e essa conversa me deixou mais receosa ainda: eu NECESSITAVA começar o pré-natal). Como estava sem o pedido formal, a recepcionista disse que a enfermeira iria me avaliar e passar as informações ao médico. Se fosse, realmente, preciso, eles fariam a ultra. Me aproveitei do risquinho de sangue que havia saído e disse que eu tinha tido um sangramento pela manhã que me deixou preocupada (foi real, mas não foi um SANGRAMEEEENTOOOO). Enfim, com isso anotado, foi mais fácil conseguir a ultra.

Daí, entramos na sala, fiz a avaliação com a enfermeira e aguardamos o médico. Ele me chamou e disse que faríamos a ultra. Impressionante foi minha vontade de gritar “aeeeee…”, mas mantive a compostura. Deitei na maca e começou aquele exame megaconfortável chamado “ultra transvaginal”.

ultra 2 02
Meu embrião, meu bebê… (Infelizmente, a imagem não está boa por motivos de “foto de foto”)

Todo o desconforto do exame sumiu quando o médico ligou a caixinha de som e ouvi aquela música… aquela batida que passou a ser o meu ritmo preferido: o meu segundo (e mais importante) coração. Não consegui chorar na hora… só sorrir: de alegria, de emoção e de alívio: meu bebê estava bem. Foi neste momento em que, finalmente, meu marido resolveu mostrar que tem coração e… CHOROU! Um choro contido (talvez fingido, só pra me agradar – rsrsrs). Queria muito ter filmado este momento, mas havia uma placa gigante dizendo que tal ação era proibida… então deixei pra lá.

Quando cheguei à casa, sim, desabei: chorei no banheiro e agradeci a Deus por estar tudo bem com o meu bebê… porque eu estava com muito medo de ainda não ter iniciado o pré-natal e isso ter causado algo ruim a ele. Segundo o médico, estava tudo perfeito…

Neste dia, então, 02/12/16, vimos e ouvimos nosso filho pela primeira vez.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s